Ouidah · Benin · Patrimônio UNESCO · Memória do Atlântico

A Rota dos Escravos.
O caminho que ninguém
escolheu tomar.

Da cidade de Ouidah até a Porta do Não Retorno: 4 km de memória. O caminho que centenas de milhares de homens percorreram acorrentados antes de serem embarcados rumo às Américas.

300+

anos de tráfico negreiro a partir da costa de Ouidah

1M+

cativos embarcados a partir de Ouidah rumo às Américas

4 km

comprimento da Rota dos Escravos classificada pela UNESCO

O que este caminho significa
para quem vem percorrê-lo.

A Rota dos Escravos não é um museu. Não é uma atração turística. É um caminho real, em uma cidade real, na qual vivem hoje os descendentes das famílias que organizaram, sofreram e sobreviveram ao tráfico negreiro.

Para os viajantes da diáspora africana, haitianos, brasileiros, americanos, caribenhos, percorrer este caminho é um dos atos mais intensos de toda a sua vida. Muitos choram na Porta do Não Retorno. É a resposta normal de um ser humano diante da verdade de sua história.

Km 0 · Memória · Atlântico

A Porta do Não Retorno

A Porta do Não Retorno é o monumento erguido no local exato onde os cativos cruzavam o limiar da África pela última vez. Ela está voltada para o Oceano Atlântico. Atrás dela: o caminho dos escravos. À sua frente: a América, o Haiti, o Brasil. É um dos monumentos mais carregados emocionalmente de todo o continente africano.

Percurso histórico · Ouidah · UNESCO

A Rota, 4 km de memória viva

A Rota dos Escravos é o percurso de 4 km que os cativos percorriam acorrentados, da cidade de Ouidah até a costa. A Árvore do Esquecimento (os cativos davam voltas em torno dela para esquecer sua identidade). A Árvore do Retorno (para que sua alma retornasse à África após a morte). A Praça Chacha. O Forte Português.

Arquitetura colonial · Museu · 1721

O Forte Português de Ouidah

Construído pelos portugueses em 1721, este forte foi um dos centros nevrálgicos do tráfico de escravos na costa beninense. Hoje museu de história, documenta os três séculos de comércio triangular a partir de Ouidah, os nomes das famílias negociantes, os números, as rotas marítimas.

Diáspora · Afro-brasileiros · Arquitetura

A Memória Agouda, O Retorno Brasileiro

No século XIX, antigos escravizados libertos atravessaram o Atlântico em sentido inverso, do Brasil rumo a Ouidah. Essas famílias Agouda construíram casas de estilo colonial brasileiro, formaram famílias, reintroduziram o carnaval. Ouidah carrega em sua arquitetura a marca desse retorno histórico único.

Percorrer a Rota dos Escravos
com um guia de Ouidah.

A Rota dos Escravos está incluída em todos os programas After Vodundays. Ela não se faz sozinho.